Os escorpiões...
Assim como as aranhas,
têm quelíceras, que são membros afiados que ficam perto da boca e que
servem para tirar pequenos pedaços de alimentos e leva-los até a boca na
hora de comer. Seu tamanho pode chegar a vinte e cinco centímetros e
sua picada acontece em situação que se sentem ameaçados. Os escorpiões
possuem oito patas e se destacam pela estrutura que há em seu
cefalotórax, com espécies de pinças que são usadas para segurar e
dilacerar os alimentos. Na ponta de sua cauda, existe um espinho que se
chama télson e ali que se encontram as glândulas de veneno por meio do
qual o animal injeta o veneno em suas presas.
Em todo mundo, há em torno de mil e
quinhentas espécies de escorpiões, mas somente vinte delas são
venenosas. Com uma picada que causa forte e intensa dor, provoca crises
de vômito, suor intenso e enjoo, o escorpião é um artrópode e em algumas
regiões do Brasil é também conhecido como lacrau. Uma curiosidade sobre
os escorpiões é que eles existem desde a época dos dinossauros,
existindo há mais de quatrocentos milhões de anos na Terra.
As fêmeas dos escorpiões não botam
ovos, mas parem os filhotes que, com o passar do tempo, vão se juntando
ao dorso da mãe; o escorpião amarelo consegue se fecundar sem o auxílio
de um macho, através de um processo que se chama partenogênese.
Diferentes das serpentes, os escorpiões
produzem somente um tipo de veneno, de modo que o soro existente para
salvar a vítima da picada é somente um e provém de qualquer escorpião
venenoso. Vale ressaltar que o suicídio dos escorpiões não procede, já
que eles são autoimunes ao próprio veneno. Quando se é picado por um
escorpião, é preciso buscar um médico especialista que prescreva e
ministre a medicação adequada e, em casos mais graves, a aplicação do
soro antiescorpiônico.

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